quinta-feira, 13 de março de 2008

A Venus

Pedi-lhe uma carícia para suavizar meu viver rude, monótono, sombrio.
Ela deu-me um beijo doce, breve e fugidio…
Eu queria Mil!...
Pedi-lhe um pouco de água para molhar meus lábios sequiosos.
Deu-me uma gota de orvalho nocturno, uma mágoa…
Eu queria um Mar!...
Pedi-lhe uma fogueira de fogo nunca extinto para que os meus sonhos ardessem de amor.
Deu-me um pirilampo, minúsculo, vacilante, sem fulgor…
Eu queria um Sol!...
Pedi-lhe o seu olhar!...
E ele em mim se reflecte, mas gela-me o sangue, como um rio sem nascente, frio e indiferente, como tudo o que promete.
Eu queria um Olhar Ardente!...

As Horas Erradas

Espero a hora da tua chegada
Mas o relógio bates horas erradas
Deixo rolar uma lágrima incerta
Na certeza da tua ausência
Chamo por ti na escuridão
Mas os meus gritos são mudos.
Entrego-me a ti
Mas sofro um abandono incompreensível
Sonho com um sorriso
Que outrora me fez feliz
Anseio por um olhar
Que no passado me dizia "Amo-te" em cada pestanejar
Desejo o teu toque
Que me elevava ao limite da vida e da morte
Mas tu não vens...
Olho o horizonte em busca de um sinal
De uma sombra
Uma rasto
Algo que te pertença
Mas depressa entendo
Que não virás
Pois o coração que antes me pertencia
Partiu
E já não volta atrás...
E no mais pesado desespero
Desejo
Não ter de te dedicar este poema...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

(Di)Visoes


Nem sempre a beleza das coisas se encontra à primeira vista...
Devemos parar, analisar e perceber o que nos prendeu o olhar. Se o que realmente vemos ou o que se esconde por trás.

Con(tacto)

Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contacto.
Ou toca ou não toca.